A coitada da ciência mitificadora

Posted on 8 de janeiro de 2010

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Quando se depara com os achados arqueológicos surgem coisas interessantes. É certo que como nós fazemos registros do que acontece em nosso mundo de hoje o homem também fazia no passado através de esculturas, monumentos, escrita, pintura e etc. Algumas figuras feitas pelo homem do passado são vistas pelo homem do presente como mitos. Formas que o homem criou para tentar entender ou explicar determinados assuntos. Animais como dragões, grifos e unicórnios são vistos hoje como figuras mitológicas. O “sábio” homem do presente diz que o homem do passado inventou esses animais, que não existiram e que foram apenas criados para representar e explicar fenômenos. Caía um raio, o homem não sabia que era raio e então dizia que era fogo do dragão e etc.

Hoje existem vários animais em extinção. Se um animal de hoje for extinto e houver relatos através de livros, desenhos e esculturas não poderia o homem do futuro dizer que eram figuras mitológicas também? Quem garante que a história do passado e que o homem do presente define como “mito” não foi verdade naquele época? Quem garante que dragões, unicórnios, grifos e sereias não existiram? Aonde está o mito? Não seria um mito maior o do homem do presente que não conseguindo explicar o que realmente significam as figuras mitológicas simplesmente taxa como “mito” toda a história antiga que sua limitada imaginação consegue perceber?

Talvez um dos caras que tenha sido mais coerente neste ponto foi Erich von Däniken que em seu próprio livro deixou uma interrogação: “Eram os deuses astronautas?”. Erich foi muito coerente ao trazer à tona sua pesquisa e correlacionar os fatos. Não diz se é verdade ou não, apenas relaciona e deixa para cada um analisar, até porque não poderia ser diferente. Não poderia provar que tudo aquilo é mito e não poderia provar que é verdade. O fato é que a ciência é incapaz de saber o que realmente aconteceu no passado então jogam toda a história antiga que considera fantástica como “mito”. Alguns fenômenos históricos são vistos em todo o mundo mesmo que o mundo não fosse ligado na época.

Naquele tempo não era como hoje onde através da globalização o mundo todo está conectado. Até na Idade Média mesmo havia pessoas cujo seu único mundo em toda a sua vida era a sua própria aldeia. Não tinham contatos com pessoas de fora e não sabiam do que havia no outro lado e imagine isso em um passado mais remoto, até mesmo antes de Cristo. Esculturas e pinturas que mostram deuses com cabeças de réptil existem em todo o mundo e são datados do mesmo período histórico. Na América do Sul com os maias e aztecas, Japão, com os sumérios, aborígenes da Austrália, Egito, Índia, Oriente Médio, África, China e etc. Em todos estes lugares há a mesma imagem de deuses répteis. Como isso poderia ser mitificação? O mundo todo sem contato mitificaria exatamente da mesma forma?

Como que o mesmo mito poderia ter sido representado em pontos absolutamente incomunicáveis do mundo? Povos diferentes e com linguagens e culturas diferentes iriam representar da mesma forma o mesmo fenômeno? E por que a ciência fecha os olhos pra isso e simplesmente taxa como “mito”? Como ela pode provar que é mito? Simplesmente porque isso lhe parece fantasioso? No futuro quando o homem tiver destruído mais ainda sua fauna e flora será que vai mitificar a arte feita pelo homem do seu passado sobre esta fauna e flora destruída? Ou o homem e a ciência do futuro serão menos coitados do que a ciência do presente que sendo absolutamente incapazes de conhecer o passado taxam como mito aquilo que não conseguem entender e terão outros meios para descobrir a verdade? Aonde está o maior mito: no homem do passado que representou o que nós não temos confirmação que não existiu ou no homem do presente que mitifica aquilo que não pode provar que não foi real? A ciência que não conseguindo ter a verdade do que realmente ocorreu taxa de mito algo só porque não consegue entender é merecedora de pena.

 

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Posted in: Rudy Rafael