Madonna e a Kaballah

Posted on 16 de fevereiro de 2010

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Quando se olha a vida de um artista famoso o que mais chama a atenção é o modo como o sucesso é algo passageiro, de momento e que vem e vai em um piscar de olhos. Porém, alguns poucos artistas conseguem transcender à momentaneidade e perdurar através de anos e décadas e um destes artistas é a Madonna. Tendo o Sol em Leão se mostra como uma pessoa propensa à atividade com o público, às artes, à música e aos palcos. Seu ascendente em Virgem lhe faz ter um excesso de cautela na questão da parte física (Madonna se reinventa toda semana) bem como é essencial para a educação dos ensaios dos passos de dança que exigem muita disciplina. A Lua em Virgem lhe torna uma pessoa bem difícil de lidar na questão de relacionamentos. É o tipo de pessoa que quer as coisas única e exclusivamente do seu jeito e uma pessoa como Madonna realmente pode se dar ao luxo de agir de tal forma. O Sol na XII lhe faz uma pessoa naturalmente voltada ao desejo da transcendência do plano material. A casa XII como a última casa do zodíaco lhe faz buscar uma nova realidade, uma que não pode ter no plano material-denso, o plano físico. É a casa do misticismo e da espiritualidade. Tendo o Sol em Leão na casa XII o Eu Interior de Madonna lhe faz buscar as coisas espirituais e tudo se potencializa na medida em que seu Eu Interior adquire uma força maior ainda por estar em dignidade pois o domicílio do Sol é em Leão.

A música Like a Prayer (1989) é uma das que demonstra esta vontade de Madonna em buscar Deus como se vê na própria letra da música: “”When you call my name, it’s like a little prayer. I’m down on my knees, I wanna take you there. In the midnight hour, I can feel your power, just like a prayer. You know I’ll take you there.”. Foi através da busca por questões referentes à espiritualidade que Madonna começou o estudo da kabbalah; questões que deveriam ser inerentes ao ser humano como imagem e semelhança de Deus; questões como “por que estou aqui?”, “o que estou fazendo aqui?” e “qual o meu objetivo na vida?”. Madonna achava que havia algo “a mais” na vida do que fazer rios de dinheiro e ter um marido e uma família. E assim começaram os estudos de kabbalah. Uma das coisas que mais admiráveis nos kabbalistas é o seu comprometimento com a verdade. Sem “adaptações”, sem “meias verdades”, sem “verdade relativas” e sem querer negociar as coisas e adaptá-las conforme sua preguiça e indolência. Assim Madonna como uma boa kabbalista começou a mudar muitas coisas em sua vida.

Primeiramente, Madonna não faz shows nas sextas-feiras à noite que é o dia de shabbat, o dia devotado a Deus pelos judeus. Isto é um grande feito, uma boa prova da força leonina em Madonna pois fins de semana são os dias mais indicados para shows justamente por sábado não ser dia útil. Em seus shows nos telões são passados os nomes de Deus em hebraico chegando a passar os 72 nomes em cor de fogo como é utilizado na meditação kabbalística. Madonna mudou seu nome para “Esther”. Nada mais leonino que isso. Se era para mudar o nome que mudasse para o nome de uma grande heróina do povo hebreu. Uma mulher de força e coragem e cuja história sempre nos faz refletir no entendimento judeu de que para tudo Deus tem um plano. Escreveu livros infantis baseados na kabbalah, doou fundos monetários para o centro de kabbalah em Londres, educa seus filhos na kabbalah em centros judaicos e atualmente até o seu namorado Jesus Luz, brasileiro, tem a acompanhado nos estudos nos centros.

Com a kabbalah Madonna mostra-se uma pessoa desapegada dos bens materiais. Não alguém que não queira, não deseje e repudie o dinheiro, pois o kabbalista sabe que para ter dinheiro você precisa antes de tudo bem querê-lo, o dinheiro precisa ser um amigo não um inimigo, não notas que você guarda amassadas na carteira, mas alguém que sabe que não é o seu dinheiro, que sabe que não é suas realizações, seu nome e que passa a tentar melhorar sua própria essência. Mesmo Madonna sendo a cantora mais rica de todos os tempos, com uma fortuna de mais de 1 bilhão de dólares, sabe que não é o seu dinheiro. Não é uma pessoa excêntrica; outro ponto importante no estudo da kabbalah. Pessoas famosas (e outras nem tanto) tendem a achar que o mundo gira em sua volta e que são o centro de tudo que acontece inclusive muitos estudantes de misticismo agem assim criando dramas demais e achando que ninguém mais no mundo tem problemas além deles mesmos (será que haveria sentido em uma pessoa usar kipá e ao mesmo tempo achar que tudo gira em torno de si e levando tudo para o lado pessoal achando que tudo e todos estão contra eles como se fossem o ponto gravitacional do universo pelo qual as galáxias giram em torno?),

A kabbalah, como misticismo que entende que energia não deve ser estagnada, mostra que até mesmo o bem, o lado bom, pode estagnar e o que pode ser negativo. O homem como veículo de manifestação e veiculação desta energia também não deve se acomodar; deve buscar Deus para manifestar Deus e a concretização disto é o que importa. Madonna continua criando. Não é como os outros artistas de sua geração e de outras que fizeram alguns poucos álbuns de sucesso, estouraram, e até hoje vivem das migalhas do passado sem inventar e sem criar. Continua lançando discos, fazendo shows, absorvendo e fazendo fluir a energia criadora de Deus em si e a kabbalah lhe ajudou nisto. O 1.º disco de Madonna após sua conversão à kabbalah é “Ray Of Light”, lançado em 1.998, álbum este que lhe deu 4 Grammy, 6 VMA e 2 EMA. Na letra da música se percebe a kabbalah logo no começo com a letra: “Zephyr in the sky at night I wonder Do my tears of mourning sink beneath the sun? She’s got herself a universe gone quickly For the call of thunder threatnes everyone…”.

Alguns poderiam perguntar: “mas, como Madonna, uma pessoa “deste tipo”, poderia se interessar por algo espiritual?”. Quando digo “deste tipo” me refiro a todo o estereótipo e estigmatização que é feito pela mídia em cima das pessoas famosas. Ninguém sabe o que uma pessoa realmente sente e faz em seu oculto quando ninguém está vendo. Como ela se sente e como é o seu desejo e busca por Deus. Não há como julgar alguém pelas informações que outras pessoas passam. Julgar alguém já é errado e equivocado e julgar pelo que os outros disseram é mais ainda. Não existe sabedoria sem vivência e experimentação. A material girl se tornou a spiritual girl graças à kabbalah.

 

 


 

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Posted in: Rudy Rafael