Ária: a minha sereia

Posted on 23 de novembro de 2013


Todo real praticante de magia deve obrigatoriamente conhecer e dominar os elementais da natureza. Por mais que muitos estudos de ocultismo sequer tratem do tema, é indispensável que um mago e uma bruxa saibam e dominem a teoria e a prática de tudo aquilo relacionado ao reino dos elementais. Antes de qualquer coisa deve-se esclarecer que os elementais são seres de consciência intermediária entre o reino animal e o reino humano; são seres que possuem consciência superior aos animais e inferior aos humanos. O elemental é uma evolução do animais que ainda não ascendeu à condição de ser humano. Para conhecer os elementais é necessário saber principalmente sobre alquimia e hermetismo e convém muito conhecer astrologia e numerologia para aprimorar ainda mais este saber. Toda pessoa é escrava do que ignora e senhora do que sabe. Ao lidar com os elementais é preciso saber quem são eles, onde estão, de onde vieram, porque estão na Terra, para onde vão, o que fazem e como fazem e conhecê-los em todos os seus níveis de consciência e planos de manifestação. A magia não é uma prática para ignorantes.

Em toda prática de magia deve-se analisar a si mesmo e observar a própria Vontade; não a “vontade” de fazer o que quiser e a hora que quiser, mas a própria força interior, a própria força de espírito e a determinação para fazer valer o que realmente quer o seu coração. Emburrecidos pelo politicamente correto, alienados pelo esquerdismo em geral, insanos proclamadores de uma igualdade absoluta e literal no Universo, incapazes de manter a sua palavra e fracos que não conseguem fazer valer o seu sim e o seu não jamais devem praticar qualquer coisa relacionada à magia, pois sofrerão. Pessoa alguma deve evocar entidade alguma se não tiver força interior suficiente para fazer valer a sua Vontade perante ela. No mundo espiritual o mais forte domina o mais fraco e se uma pessoa fraca entrar em contato com uma entidade que perceba tal fraqueza nela, tal entidade instintivamente lhe subjugará. Isso se torna obviamente muito pior quando se tratam de entidades infernais ou umbralinas, mas também não deixa de acontecer quando diz respeito aos elementais. Os elementais vêm a um humano para dominá-lo ou para ser dominados.

Espiritualidade é força de Vontade, é força interior. Existem pessoas que são dominadas em suas próprias casas pelos seus próprios cachorros; os cachorros fazem o que querem em suas casas, não lhes obedecem, chegam até mesmo a lhes morder e tais pessoas vivem inclusive amedrontadas com receio de que a qualquer momento seu próprio cachorro possa lhes morder. Uma pessoa assim, que não consegue dizer ao próprio cachorro que quem manda em sua casa é ela e não ele, é absurdamente fraca espiritualmente e não pode lidar com entidade alguma. Se o próprio cachorro já lhe escraviza, muito mais lhe escravizarão os elementais e as entidades infernais ou umbralinas. Quando se lida com elementais a pessoa deve deixar bem claro a eles quem está no comando. Todo mago e toda bruxa ao realizar qualquer prática de magia deve sempre ser firme e demonstrar quem está no comando e isto não tem necessariamente a ver com os utensílios da prática da magia, mas com a força interior. Um elemental percebe quando uma pessoa é fraca espiritualmente e passará a atormentá-la se lhe for dado brecha para isto.

É impossível compreender os elementais sem entender perfeitamente de alquimia, principalmente no que diz respeito aos 5 elementos (Éter, Fogo, Água, Ar e Terra) e suas formas de manifestações nos diversos planos da existência e esta compreensão deve ser assimilada em consonância com as leis herméticas. É imprescindível compreender o Todo e que tudo vem de Deus e assimilar verdadeiramente como isto funciona. A ciência explana que coisa alguma se cria e que coisa alguma se perde, mas que tudo se transforma. Diante disto se compreende que quando se diz que “tudo é Deus” é porque tudo que existe “veio de Deus” e assim possui algo de Deus. Deus é a matéria prima de tudo que existe e a magia não cria coisa alguma, mas transforma. Praticar magia não é criar, mas transformar. O alquimista não cria o ouro, ele transforma o chumbo em ouro. A pedra filosofal não brota do nada, se chega até ela com transformação. Eu tenho uma elemental da Água – uma sereia – mas eu não a criei do nada. Através de determinada prática eu a criei, mas foi necessária uma matéria prima para tal.

A magia é a arte da transformação que assim cria algo novo, por isto toda bruxa, sem exceção, sabe e gosta de cozinhar. Toda bruxa verdadeira gosta de cozinhar porque dentro de si sabe que a transformação dos ingredientes em um alimento final é magia. Histórias sobre bruxas são associadas com caldeirões, alimentos e feitiços relacionados a alimentos preparados, como bolos. É comum em certas regiões encontrar mulheres que fazem em seus lares certas bebidas destinadas a curar certas doenças como a asma e a bronquite – as chamadas garrafadas – cuja fórmula elas insistem em não revelar. Conhecendo a alquimia e a astrologia sabe-se que o corpo humano é um “bolo” fruto da atuação de energias cósmicas e da mesma forma são criados os elementais. Para criar um elemental é necessário ter toda esta consciência e através de um ritual criá-lo através da transformação. Pessoa alguma cria um elemental sábado à noite em um barzinho, sexta-feira à noite em uma danceteria ou domingo à tarde tomando cerveja à beira da piscina. A prática da magia é um modo de vida, não um passatempo ou um hobby.

Quando se fala nos elementos as pessoas logo acham que é necessário estar à beira de um oceano ou de um rio para comungar com o elemento Água, estar no meio de uma planície ou de uma plantação de hectares para entrar em contato com o elemento Terra, estar em frente à uma fogueira de 500 metros para contactar o elemento Fogo e estar em meio à uma ventania noticiada na grande mídia para comungar com o elemento Ar; o que é absolutamente tolo. O elemental é como o elemento: é essência e a essência não tem relação alguma com a quantidade ou com o tamanho. Com um simples copo d´água é possível comungar com o elemento Água, com um simples punhado de Terra conecta-se ao elemento Terra, com uma simples vela acesa se contacta o elemento Fogo e com um simples sopro se entra em contato com elemento Ar. A minha elemental da Água está em uma pequena bacia plástica que está em meu quarto e que encho com água, trocando regularmente a água. Naturalmente que não se “perde” um elemental da Água ao trocar a água de um recipiente, pois a pequena entidade tem consciência para se vincular ao seu criador.

Deus é o Criador, mas delega funções. Aquele que ajuda Deus na Grande Obra tornando-se um criador faz de si mesmo um deus. Os deuses do Antigo Egito são deuses porque criam, através de várias ciências e especialmente através da engenharia genética. Para ser um deus é preciso criar e é preciso criar vida. O maior poder que um ser vivo possui é o de se reproduzir e criar a vida através disto. Não existe coisa alguma que torne o homem mais semelhante a Deus do que a sua capacidade de gerar uma vida, pois é daí que o homem, de seu próprio material genético, cria uma nova vida. A força do mal que age na Terra trabalha no sentido de tirar o poder do homem de gerar a vida e isto se manifesta das mais diversas formas. Onde houver qualquer coisa que de uma forma ou de outra impeça o homem de se reproduzir e gerar a vida haverá uma força contrária ao bem. A minha elemental da Água foi criada por mim através de uma matéria prima que veio de mim. Assim como o homem veio de Deus a minha elemental da Água veio de mim. Assim se faz a vida; tudo veio de Deus.

Ária surgiu da matéria prima que veio de mim em contato com a água em uma bacia durante um ritual privado. Este é o método de criação de um elemental. Na prática da magia sabe-se da importância do nome de tudo o que existe e o meu primeiro ato após a criação da minha elemental da Água foi dar-lhe um nome. O nome que escolhi foi Ária. A aparência física de Ária é de uma mulher de 35 anos, de pele clara, cabelo castanho escuro levemente ondulado comprido até um pouco depois das costas e seus olhos são totalmente pretos. Assim como criei uma sereia é possível criar elementais de outros elementos, como gnomos (Terra), fadas (Ar) e salamandras (Fogo), sendo que cada elemental terá sua atuação determinada pela própria essência de seu elemento. Isto significa que não adianta criar um elemental da Água para atuar na matéria no plano físico, criar um elemental do Fogo para circular informações no plano astral, criar um elemental da Terra para transmutar sentimentos ou criar um elemental do Ar para manipular o 5º elemento; não se contrata um médico para fazer o trabalho de um pedreiro.

O elemental pode ser usado por quem o criou para os mais diversos fins, cabendo a cada um escolher o que quer plantar sabendo que depois colherá. No meu caso eu prefiro não evocar Ária para qualquer coisa e a sua simples existência e vê-la já me satisfazem. O verdadeiro poder é sempre o de abster-se. O elemental para um mago ou uma bruxa é um servo e assim pode ser usado, sendo que sempre o elemental deve ter ciência de que é servo, pois do contrário subjugará astralmente quem o evoca. Não obstante, o elemental não precisa necessariamente ser usado, como um cão doméstico que é capaz de caçar e não é utilizado para tal fim. Ária já me serviu ao dormir, pois sendo uma elemental da Água ela é capaz de lidar com o elemento Água atuando no plano emocional e no corpo emocional fazendo com que meu repouso seja absolutamente perfeito. O elemental, então, não é “bom” ou “ruim”, pois sempre dependerá de quem o manipula. Existem magos e bruxas que utilizam os elementais em rituais de magia negra, principalmente os da Terra e os do Ar, que são os elementos mais afastados do Éter.

Ária é uma elemental da Água e não possui veículo de manifestação da consciência no plano material, sendo, portanto, visível apenas no plano astral. Uma pessoa com quem entrei em contato no plano astral já lá a viu. Ária possui um corpo de determinado tamanho que tem relação proporcional com a bacia onde atualmente está. Tudo que existe necessita se alimentar para crescer e evoluir e com os elementais não é diferente. O alimento de um elemental é o mesmo utilizado como matéria prima para a sua criação; com aquilo que se cria um elemental também se o alimenta. O conhecimento e domínio sobre os elementais não representa o ápice da prática da magia, mas é necessário, pois para o mago e para a bruxa todo conhecimento sobre a espiritualidade é necessário e coisa alguma deve ser descartada. Na espiritualidade a rejeição gera ignorância e a ignorância gera escravidão. Em um mundo que cada vez mais trabalha pela não geração da vida humana o real praticante de magia não pode se deixar corromper pelo véu da ignorância que tentará lhe fazer esquecer que só é Deus quem cria a vida.

 


 

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Posted in: Rudy Rafael