Relato de visão de espírito ancestral ajudando parente com câncer

Posted on 27 de julho de 2013

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Quem é o seu tio preferido? Aquele que tem a melhor casa? Aquele que é o seu preferido justamente porque tem a melhor casa da família? E se você soubesse que enquanto o seu pai vive fase terminal de vida devido a um câncer incurável é aquele seu tio que você preteria porque vivia em uma casa simples que está ajudando o seu pai a poder se alimentar? Quem é a sua prima favorita? Aquela de beleza estonteante? Aquela que é a sua preferida justamente porque é a mais bonita da família? E se você soubesse que enquanto a sua mãe está passando por uma cirurgia com risco de morte é aquela sua prima que você preteria porque era a mais feia da família que está ajudando a sua mãe a sobreviver? Quem é o seu primo favorito? Aquele que tem o melhor carro? Aquele que é o seu preferido justamente porque tem o melhor carro da família? E se você soubesse que enquanto o seu filho está em risco de passar o resto da vida preso à uma cadeira de rodas é aquele seu primo que você preteria por não ter carro algum que está ajudando o seu filho a continuar a vida de pé? As suas relações familiares são baseadas em quê? Beleza física? Casas? Apartamentos? Carros? Diplomas? Status? Prestígio? Poder? Dinheiro? Bens materiais? Posses?

A doença mais temida do mundo é o câncer e nenhuma enfermidade carrega em seu nome uma carga tão pesada e negativa quanto esta. Os não tão materialistas que sabem que as doenças do corpo físico têm nas emoções suas causas dizem que o câncer é resultado do ódio, do rancor, da mágoa ou da amargura; não poderiam estar mais errados. Cachorros têm câncer e cachorros não sentem ódio, rancor, mágoa ou amargura. A origem do câncer é o medo. O oposto do Amor não é o ódio, é o medo. A pior doença do mundo é resultado do medo. Quem quiser evitar o câncer basta evitar o medo. Medo de perder os bens materiais que adquiriu, de perder a qualidade de vida que tem, de perder a pessoa que ama, de perder os familiares, de fracassar, de envelhecer, de não fazer a diferença, da solidão, de não se destacar, de não ser reconhecido, de ser traído, de ser trocado, de ser abandonado e tantos outros medos quanto tipos de câncer podem existir. Coisa alguma é de alguém para que alguém tenha medo de perder qualquer coisa. Os bens materiais não são de alguém, são disponibilizados pelo Universo, são do Universo. Quanto mais bens materiais uma pessoa tem mais bens materiais ela precisa e precisar de bens materiais não é mérito algum.

Para quem tudo é aprendizado, tudo será aprendizado. Se Deus está em tudo, tudo vem de Deus, tanto o que o homem entende como bom quanto aquilo que entende como ruim. O homem rejeita aquilo que percebe como ruim e só aceita aquilo que percebe como bom. É o filho que aceita de bom gosto o dinheiro que o pai lhe dá, mas quando este lhe pede para limpar a casa ele rejeita o trabalho. O câncer também vem de Deus, mas ninguém o aceita porque o compreende como ruim e é por isto que só se aceita a atuação divina quando ocorre a cura, com se não fosse possível Deus agir pela enfermidade ou pela morte. O câncer faz parte do trabalho da espiritualidade. Pessoas aprendem com o câncer e muitas vezes a lição vem muito mais para os sadios do que para a pessoa doente. Pessoas que se fundavam na matéria passam a perceber que tudo aquilo em que se apoiavam era inútil e coisa alguma valia. A pessoa que achava que seu dinheiro e seus bens materiais eram tudo percebe sua impotência ao vislumbrar que o seu dinheiro não poderá comprar a saúde e a vida do seu ente querido enfermo. Médicos que achavam-se senhores do mundo percebem que há algo maior que eles ao se conscientizarem de que não poderão salvar uma vida.

Famílias separadas se unem em favor de um familiar com câncer. Não se uniram enquanto tudo estava bem e então se veem obrigadas a ser unir em decorrência do problema que afeta a todos. A família percebe o poder devastador do câncer e que os familiares sozinhos nada podem, mas unidos, podem mais, unidos, podem tentar. Bons espíritos ao perceberem que certos espíritos insistem em viver em conflito optam por encarnar no seio familiar destes para um dia adquirirem câncer e assim chamá-los à união. Bons espíritos, conscientes e de Amor, são assim: doam a sua vida pelo próximo, sofrem pelo próximo e até mesmo vivem o câncer pelo próximo. Para um bom espírito o sacrifício de uma vida encerrada com câncer para unir espíritos que insistem em viver desarmonizados é um momento de alegria, não de tristeza. Os familiares diriam que eles, por estarem sadios, estão ajudando o familiar com câncer, quando na verdade é o familiar com câncer que sacrificando sua própria vida os está ajudando a transcender os conflitos que às vezes carregam por vidas. As pessoas são incapazes de dar um “bom dia” às outras sem esperar outro “bom dia” em troca e nada fazem se não forem reconhecidas, mas os bons espíritos coisa alguma querem em troca de qualquer coisa.

Fui visitar uma pessoa com câncer. O avançado estado da doença causou estragos tremendos na vida da pessoa e é vistoso o que o câncer pode fazer não apenas na vida da pessoa doente como de toda a família. Antes de visitar tal pessoa, a qual já tinha ido visitar outras vezes, já sabia que havia algo de diferente desta vez, pois a questão espiritualidade estava destacando-se. Na hora do almoço a pessoa doente devidamente sentou-se à mesa e então vi que enquanto ela se alimentava havia um espírito de pé atrás dela colocando as mãos sobre os seus ombros amparando-lhe. Este espírito, de um homem que usava vestes brancas compridas, entrou em contato comigo, pois percebeu que eu estava consciente de sua presença. Quando se está em um ambiente onde há a atuação de espíritos em favor dos desencarnados e dentre estes há alguém capaz de vê-los e voltado à espiritualidade eles entram em contato e passam o que estão ali fazendo, até porque coisa alguma têm a esconder. O espírito se mostrou totalmente à vontade comigo, mesmo eu lhe vendo ali naquele momento. A posição do espírito em relação à pessoa encarnada assemelha-se ao que chamam de “passe” no espiritismo e ele realmente estava “passando” energia ao encarnado.

O espírito então me passou seu nome e que era um parente da pessoa que estava vivenciando o câncer. Ele estava ali ajudando a pessoa a se alimentar. Um bom fato em relação à esta pessoa doente é que ela tem apetite e consegue se alimentar por conta própria, sendo desnecessário que alguém lhe leve a comida à boca. Para as pessoas isto pode não significar coisa alguma, pois o que interessaria seria apenas a cura, mas não funciona assim. A saúde e a vida como resultado nem sempre são os objetivos maiores da espiritualidade. Quando a pessoa ou a família precisam passar pela experiência de vivenciar a morte pelo câncer a espiritualidade pode agir não para curar a pessoa, mas de outras formas, como neste caso de dar à pessoa enferma a dignidade de poder alimentar-se por conta. Para aquela pessoa seria ultrajante, por sua educação, cultura e personalidade, ter que ser alimentada por alguém em sua própria boca e a espiritualidade, através de espírito ancestral, estava auxiliando esta pessoa a poder mesmo com dificuldade levar o alimento à própria boca. A espiritualidade pode agir não para salvar a vida, mas para que a vida termine melhor e às vezes não se trata de levantar a pessoa da cama, mas de segurar-lhe a mão enquanto acamada.

O outro efeito da ajuda espiritual para esta pessoa com câncer era a extensão de sua vida. A medicina humana, por mais que pareça às outras pessoas, já não faz mais efeito na vida desta pessoa e os meses a mais que ela está vivendo agora estão por conta da espiritualidade. Não que a pessoa deva cessar o tratamento médico, mas o mesmo já não faz efeito de fato e aqueles que pensam que são os médicos, os tratamentos e os medicamentos que estão mantendo a pessoa viva não sabem que se ela ainda está viva é porque está sendo auxiliada pela espiritualidade. Esta diferença ficou evidente para mim, que já havia visitado esta pessoa outras vezes. A espiritualidade deixa a medicina humana trabalhar por conta até certo ponto, mas a partir do ponto em que os médicos, os tratamentos e os medicamentos não fazem mais efeito e isto possa acarretar na morte da pessoa ela passa a agir, não necessariamente para curar. Neste caso em específico a espiritualidade estava agindo para estender em meses a vida da pessoa entre seus queridos e estender-lhe os dias com melhor qualidade de vida, sendo que esta qualidade é o poder de alimentar-se por conta. Considerando os efeitos do câncer, terminar a vida alimentando-se por conta é gratificante.

O espírito que ajudava a pessoa com câncer poderia ser associado a um anjo; não pela aparência física, mas pela luz que emanava, pelas compridas vestes brancas e pelo amparo que prestava. Assim entende-se que os “anjos” que ajudam as pessoas não são necessariamente “anjos” de Deus, mas espíritos ancestrais. Bons espíritos que muitas vezes viveram vidas na Terra sem beleza física, posses, instrução, status, prestígio, poder ou dinheiro, mas que no mundo espiritual prestam o amparo espiritual aos familiares que sofrem, na medida que lhes é possível. A cura não é essencial, pois acima da cura está a lição a ser aprendida, seja ela com a cura e a vida ou com a doença e a morte. Toda causa de morte traz aprendizado por ser uma situação de grande impacto à alma. Se uma pessoa morre assassinada com um tiro que sofreu por ter certa conduta ela aprenderá o que significa aquela conduta que vivia e que chegou a resultar na perda de sua própria vida. Se uma pessoa morre em razão do câncer, ao chegar no mundo espiritual ela poderá saber porque o câncer lhe veio e aprenderá com isto, pois o câncer lhe tirou o seu bem maior: a própria vida.

A atuação do espírito ancestral mostra o poder que tem o sangue. Uma pessoa pode equiparar seus amigos a seus familiares, pode conviver com os amigos por décadas e ficar sem ver os familiares pelo mesmo período, mas no momento em que encontrar os familiares sentirá o poder que tem o sangue. Os laços familiares não são à toa, a família não existe à toa e não é à toa que o mal tenta acabar com a família tradicional. A família de sangue é força. As pessoas estão trocando os encontros familiares por encontros com amigos, pois foram bestializadas para equiparar amigos com familiares, como se não houvesse diferença alguma entre o laço de sangue e o laço sem sangue. Depois do karma individual vem o karma familiar. Não começou a caminhada quem ainda não se resolveu com sua casa. Quando uma família se reúne os espíritos ancestrais podem se apresentar, pois são espíritos comuns a todos. A união da família naturalmente cria a vibração natural para a presença de um espírito ancestral. O espírito de um avô falecido que já despertou no mundo espiritual será atraído pela reunião de seus netos, não pela reunião de seu neto com vários netos de outros espíritos. Não adianta desejar a ajuda de um espírito ancestral se não existir a união entre a família.

Se já existe a ignorância em relação à importância da família no plano material, quanto mais em relação ao espiritual. Se as pessoas não conseguem mais compreender que pais são pais, mães são mães e filhos são filhos, pois para elas todos agora são “amigos” uns dos outros, naturalmente não conseguirão compreender a importância dos espíritos ancestrais. Quando o espírito de um tio desencarnado ajuda um sobrinho encarnado com câncer ele não o ajuda como um “amigo”, ele o ajuda como um tio, por ter sido tio e pelos sentimentos que tem como tio por seu sobrinho amado. Quando se busca o auxílio espiritual para um ente querido enfermo a ajuda primeira que virá será dos espíritos ancestrais e enquanto aquele familiar preferido por ignorância pode estar inconsciente ou sofrendo no mundo espiritual incapaz de qualquer coisa, aquele familiar preterido por não ter coisa alguma poderá estar desperto e consciente ajudando o familiar encarnado doente. O câncer é uma lição a ser aprendida tanto pela pessoa enferma quanto por sua família e assim como a vida é uma lição a ser aprendida a morte também é, muitas vezes maior que a própria vida. Aquilo que famílias não conseguem aprender em vidas o câncer pode ensinar em semanas.

 


 

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Posted in: Rudy Rafael